quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Como é caro ser pobre


Science: "Attentional Shifts" Make It Expensive to Be Poor

Anuj Shah of the University of Chicago Booth School of Business discusses his research on poverty and decision-making. [Video courtesy of Science/AAAS]
James Baldwin wrote, “Anyone who has ever struggled with poverty knows how extremely expensive it is to be poor.” He was referring to high prices, but this statement could also describe the premise of a study in the 2 November issue of Science, which is that the poor often behave in ways that make it more difficult to climb out of poverty.
A key reason for this behavior, the researchers show, is that scarcity itself affects how people focus and make decisions.

Low-income individuals often play lotteries, fail to enroll in assistance programs, save too little, or borrow too much, seeking shorter-term cash gains at the expense of a stable long-term financial strategy. Experts tend to explain this behavior in terms of environmental factors, such as housing or financial access, or personality traits of the poor themselves.
Anuj Shah of the University of Chicago Booth School of Business and colleagues suggest an alternate view, which is that having less makes people focus more deeply on their most immediate problems and neglect less pressing ones.
To test this hypothesis, they had volunteers play a series of game-show-like games, giving some players more money or borrowing opportunities. The poorer players paid more attention to their choices and spent more time making them, but they also become more mentally fatigued as the game went on. The poorer players also borrowed more—especially during the rounds where they were most engaged—which was ultimately counterproductive.
In the game and in the real world, “the poor are much more focused, and they have to be more careful about how they’re using their resources,” Shah said in a Science Podcast interview. “It’s exhausting to think about how we’re going to use each minute, each dollar, and that extra focus ends up being the thing that...depletes our attention later on.”
The researchers conclude that the poor often save and borrow for specific expenses, such as a wedding or a new appliance, and they propose that policies and programs that draw people’s attention to specific future needs should be useful for helping them save. These findings could also apply to people who are short on other resources, such as free time, Shah said.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Pouco se divulga sobre os projetos militares- eis uma noticia

São Paulo - O Exército está criando em Formosa (GO) duas unidades especializadas de mísseis e foguetes para operar o Astros 2020, sistema de lançamento múltiplo desenvolvido pela Avibras Aeroespacial, de São José dos Campos (SP). A nova base, o Forte de Santa Bárbara, vai receber o avançado míssil AV-TM com alcance no limite de 300 quilômetros - o primeiro da Força Terrestre, projetado e construído no País. LEIA TAMBÉM /// • 08/05/2012 - Brasil se prepara para evitar ação de hackers em grandes eventos • 29/12/2011 - Treinamento militar britânico utilizará games TAGS /// Guerra Exército O programa prevê uma instalação de instrução, uma bateria de busca de alvos, os paióis de munições, e a revitalização do atual 6.º Grupo de Lançadores Múltiplos de Foguetes. As unidades terão, na área, um Comando e Estado Maior, uma bateria de Comando e três baterias de lançamento. Cada conjunto operaci0nal é integrada por 15 veículos: 6 carretas disparadoras, 6 remuniciadoras e ao menos mais três viaturas blindadas para o comando, a estação meteorológica e o apoio técnico. O custo do complexo, abrangendo o núcleo habitacional para o pessoal permanente será anunciado até março. Só o desenvolvimento do míssil e do novo foguete balístico guiado AV-40, com 40 km de raio de ação, vai custar R$ 235 milhões dos quais R$ 195 milhões só para o AV- TM. O lote inicial será recebido em 2016. O programa exigirá cerca de R$ 1.246 bilhão, em etapas, até 2018. Em nota, o Exército destacou que o Astros 2020 é a plataforma para que a Força tenha “apoio de fogo de longo alcance com elevados índices de precisão e letalidade”. A navegação do AV-TM é feita por uma combinação de caixa inercial e um GPS. O míssil faz acompanhamento do terreno com um sensor eletrônico, corrigindo o curso em conformidade com as coordenadas armazenadas a bordo. Seu objetivo é uma instalação estratégica - refinarias, usinas geradoras de energia, centrais de telecomunicações, concentrações de tropa, depósitos, portos, bases militares, complexos industriais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

O que motiva essas chacinas na escolas

Scientific American Reader: What Deadly Dreams Motivate School Shootings? http://goo.gl/mag/uZgsf9g

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domingo, 16 de dezembro de 2012

O poder das armas, e uma sociedade belicista

NYT: Adam Lanza's Mother Was a Gun
Qual ou quais as razões para um jovem de 20 anos pegar uma arma automática matar a mãe  e ir provocar uma chacina em sua escola. Rapidamente todos concluem, uma doença. 
Mas como uma cidade e uma sociedade tão rica não identifica em crianças as doenças psicológicas.
Aqui é um individuo doente em uma familia doente, também dentro de uma sociedade doente que cultiva as armas e a morte. Todos nessa comunidade Newtown, adoram armas, competem entre si e provocam as doenças em suas próprias crianças.

sábado, 15 de dezembro de 2012

O gol de Romário

CRISTIANE SEGATTO

Não foi um intelectual, um cientista, um professor, um político de carreira. Quem decidiu dar uma contribuição decisiva para a redução da burocracia que atravanca a ciência no Brasil foi um jogador de futebol – o ex-atacante e atual deputado federal Romário (PSB-RJ).

Um projeto de lei apresentado por ele prevê a simplificação do processo de importação de mercadorias destinadas à pesquisa científica e tecnológica. A maioria dos cientistas que precisam comprar materiais no Exterior e desembaraçá-los nos aeroportos enfrenta uma sucessão de entraves que desestimulam e atrasam o avanço da ciência no país.

Um levantamento realizado em 2010 com 165 cientistas de 35 instituições de 13 estados dá a dimensão do problema. Segundo o trabalho feito por Stevens Rehen e Daniel Veloso Cadilhe, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 76% dos pesquisadores ouvidos já haviam perdido material de pesquisa por causa de retenção na alfândega.

O tempo de espera para a chegada de material importado é excessivamente longo. Enquanto nos Estados Unidos e em outros países, a entrega de reagentes e outros materiais leva apenas 24 horas, no Brasil a espera é muito mais longa. Costuma demorar de três a seis meses (tempo citado por 28% dos participantes do levantamento) ou de seis meses a um ano (23%).

A imensa maioria dos cientistas ouvidos já deixou de realizar alguma pesquisa por problemas de importação de materiais (custos, integridade do material etc). Segundo 48% dos participantes, esses entraves ocorrem eventualmente. Outros 42% disseram que as dificuldades são corriqueiras.

Fraude científico em antropologia

Antropólogo investiga 'fraude do século' REINALDO JOSÉ LOPES EDITOR DE "CIÊNCIA+SAÚDE"

Cem anos depois que o público britânico foi engambelado pela apresentação do mais famoso fóssil falso de todos os tempos, um grupo de cientistas quer descobrir, de uma vez por todas, os responsáveis pela fraude. O fóssil em questão é o "homem de Piltdown", saudado em 1912 como o elo perdido por excelência -embora não passasse, na verdade, de uma mistura mal-ajambrada de ossos de humanos modernos e orangotangos. Demorou 40 anos para que a fraude de Piltdown ficasse clara, e há uma lista dos principais suspeitos de terem perpetrado a farsa, mas ainda não dá para apontar um culpado com razoável grau de certeza. E é aí que entram Chris Stringer e seus colegas. Stringer, pesquisador do Museu de História Natural de Londres e um dos principais especialistas em evolução humana do mundo, apresentou seu plano de investigação em artigo na última edição da revista científica "Nature". Junto com outros 15 colegas do museu e de várias universidades britânicas, ele está usando uma série de técnicas modernas -análises químicas e de DNA, testes de carbono-14 etc.- para determinar com precisão a idade verdadeira e a origem geográfica dos fósseis forjados. Mais importante ainda, Stringer e companhia querem saber quais métodos foram usados para envelhecer artificialmente os ossos, o que permitiu que muitos cientistas sérios da época engolissem a fraude de Piltdown. LISTA DE SUSPEITOS Segundo Stringer, justamente a metodologia de falsificação é que pode ajudar a equipe de "detetives" a distinguir entre os principais suspeitos da fraude. O que ocorre é que três escavações, em dois sítios diferentes, foram responsáveis por trazer à tona os restos do homem de Piltdown. Na primeira, a equipe liderada pelo caçador de fósseis amador Charles Dawson e pelo paleontólogo Arthur Smith Woodward achou uma mandíbula e fragmentos de um crânio, junto com ferramentas de pedra. Na segunda escavação, vieram à tona um canino e, o que hoje parece mais ridículo, um pedaço de osso de elefante com um formato que lembrava um taco de críquete. Finalmente, Dawson alegou ter achado mais fósseis num segundo sítio, a alguns quilômetros do primeiro. Para Stringer, se o método de falsificação for igual para os dois sítios, isso provavelmente significa que Dawson era o mentor da fraude, porque só ele chegou a trabalhar em ambas as localidades. Por outro lado, se o canino da segunda escavação apresentar origem diferente ou "tratamento" distinto dos outros fósseis, isso incriminaria o responsável por encontrar esse dente, alguém que se tornaria famoso: o jesuíta francês Pierre Teilhard de Chardin, que depois tentou uma junção entre a doutrina cristã e a teoria da evolução. Também pode ser que o mais absurdo dos "achados" -o tal taco de críquete- tenha sido plantado por alguém que estava tentando deixar claro para o público que era tudo mentira. Para Stringer, desvendar a autoria da fraude ajudará a entender as motivações do farsante e da má conduta científica de maneira geral. Tudo indica que, se Dawson foi o responsável, ele estava simplesmente atrás de reconhecimento e prestígio. Por outro lado, o falsário pode ter sido motivado pelo desejo de mostrar que o Reino Unido era o berço da humanidade. Ironicamente, a fraude atrasou o reconhecimento de um fóssil genuinamente espetacular, o Australopithecus africanus, achado na África do Sul e, por isso, "discriminado