Laboratório de Biossegurança Nível 3 Ministerio da Saúde- SVS - CGLab Fundação Oswaldo Cruz - Bahia.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Como é caro ser pobre
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Pouco se divulga sobre os projetos militares- eis uma noticia
São Paulo - O Exército está criando em Formosa (GO) duas unidades especializadas de mísseis e foguetes para operar o Astros 2020, sistema de lançamento múltiplo desenvolvido pela Avibras Aeroespacial, de São José dos Campos (SP). A nova base, o Forte de Santa Bárbara, vai receber o avançado míssil AV-TM com alcance no limite de 300 quilômetros - o primeiro da Força Terrestre, projetado e construído no País. LEIA TAMBÉM /// • 08/05/2012 - Brasil se prepara para evitar ação de hackers em grandes eventos • 29/12/2011 - Treinamento militar britânico utilizará games TAGS /// Guerra Exército O programa prevê uma instalação de instrução, uma bateria de busca de alvos, os paióis de munições, e a revitalização do atual 6.º Grupo de Lançadores Múltiplos de Foguetes. As unidades terão, na área, um Comando e Estado Maior, uma bateria de Comando e três baterias de lançamento. Cada conjunto operaci0nal é integrada por 15 veículos: 6 carretas disparadoras, 6 remuniciadoras e ao menos mais três viaturas blindadas para o comando, a estação meteorológica e o apoio técnico. O custo do complexo, abrangendo o núcleo habitacional para o pessoal permanente será anunciado até março. Só o desenvolvimento do míssil e do novo foguete balístico guiado AV-40, com 40 km de raio de ação, vai custar R$ 235 milhões dos quais R$ 195 milhões só para o AV- TM. O lote inicial será recebido em 2016. O programa exigirá cerca de R$ 1.246 bilhão, em etapas, até 2018. Em nota, o Exército destacou que o Astros 2020 é a plataforma para que a Força tenha “apoio de fogo de longo alcance com elevados índices de precisão e letalidade”. A navegação do AV-TM é feita por uma combinação de caixa inercial e um GPS. O míssil faz acompanhamento do terreno com um sensor eletrônico, corrigindo o curso em conformidade com as coordenadas armazenadas a bordo. Seu objetivo é uma instalação estratégica - refinarias, usinas geradoras de energia, centrais de telecomunicações, concentrações de tropa, depósitos, portos, bases militares, complexos industriais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
O que motiva essas chacinas na escolas
Scientific American Reader: What Deadly Dreams Motivate School Shootings? http://goo.gl/mag/uZgsf9g
domingo, 16 de dezembro de 2012
O poder das armas, e uma sociedade belicista
NYT: Adam Lanza's Mother Was a Gun
Qual ou quais as razões para um jovem de 20 anos pegar uma arma automática matar a mãe e ir provocar uma chacina em sua escola. Rapidamente todos concluem, uma doença.
Mas como uma cidade e uma sociedade tão rica não identifica em crianças as doenças psicológicas.
Aqui é um individuo doente em uma familia doente, também dentro de uma sociedade doente que cultiva as armas e a morte. Todos nessa comunidade Newtown, adoram armas, competem entre si e provocam as doenças em suas próprias crianças.
sábado, 15 de dezembro de 2012
O gol de Romário
CRISTIANE SEGATTO
Não foi um intelectual, um cientista, um professor, um político de carreira. Quem decidiu dar uma contribuição decisiva para a redução da burocracia que atravanca a ciência no Brasil foi um jogador de futebol – o ex-atacante e atual deputado federal Romário (PSB-RJ).
Um projeto de lei apresentado por ele prevê a simplificação do processo de importação de mercadorias destinadas à pesquisa científica e tecnológica. A maioria dos cientistas que precisam comprar materiais no Exterior e desembaraçá-los nos aeroportos enfrenta uma sucessão de entraves que desestimulam e atrasam o avanço da ciência no país.
Um levantamento realizado em 2010 com 165 cientistas de 35 instituições de 13 estados dá a dimensão do problema. Segundo o trabalho feito por Stevens Rehen e Daniel Veloso Cadilhe, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 76% dos pesquisadores ouvidos já haviam perdido material de pesquisa por causa de retenção na alfândega.
O tempo de espera para a chegada de material importado é excessivamente longo. Enquanto nos Estados Unidos e em outros países, a entrega de reagentes e outros materiais leva apenas 24 horas, no Brasil a espera é muito mais longa. Costuma demorar de três a seis meses (tempo citado por 28% dos participantes do levantamento) ou de seis meses a um ano (23%).
A imensa maioria dos cientistas ouvidos já deixou de realizar alguma pesquisa por problemas de importação de materiais (custos, integridade do material etc). Segundo 48% dos participantes, esses entraves ocorrem eventualmente. Outros 42% disseram que as dificuldades são corriqueiras.
Fraude científico em antropologia
Antropólogo investiga 'fraude do século' REINALDO JOSÉ LOPES EDITOR DE "CIÊNCIA+SAÚDE"
Cem anos depois que o público britânico foi engambelado pela apresentação do mais famoso fóssil falso de todos os tempos, um grupo de cientistas quer descobrir, de uma vez por todas, os responsáveis pela fraude. O fóssil em questão é o "homem de Piltdown", saudado em 1912 como o elo perdido por excelência -embora não passasse, na verdade, de uma mistura mal-ajambrada de ossos de humanos modernos e orangotangos. Demorou 40 anos para que a fraude de Piltdown ficasse clara, e há uma lista dos principais suspeitos de terem perpetrado a farsa, mas ainda não dá para apontar um culpado com razoável grau de certeza. E é aí que entram Chris Stringer e seus colegas. Stringer, pesquisador do Museu de História Natural de Londres e um dos principais especialistas em evolução humana do mundo, apresentou seu plano de investigação em artigo na última edição da revista científica "Nature". Junto com outros 15 colegas do museu e de várias universidades britânicas, ele está usando uma série de técnicas modernas -análises químicas e de DNA, testes de carbono-14 etc.- para determinar com precisão a idade verdadeira e a origem geográfica dos fósseis forjados. Mais importante ainda, Stringer e companhia querem saber quais métodos foram usados para envelhecer artificialmente os ossos, o que permitiu que muitos cientistas sérios da época engolissem a fraude de Piltdown. LISTA DE SUSPEITOS Segundo Stringer, justamente a metodologia de falsificação é que pode ajudar a equipe de "detetives" a distinguir entre os principais suspeitos da fraude. O que ocorre é que três escavações, em dois sítios diferentes, foram responsáveis por trazer à tona os restos do homem de Piltdown. Na primeira, a equipe liderada pelo caçador de fósseis amador Charles Dawson e pelo paleontólogo Arthur Smith Woodward achou uma mandíbula e fragmentos de um crânio, junto com ferramentas de pedra. Na segunda escavação, vieram à tona um canino e, o que hoje parece mais ridículo, um pedaço de osso de elefante com um formato que lembrava um taco de críquete. Finalmente, Dawson alegou ter achado mais fósseis num segundo sítio, a alguns quilômetros do primeiro. Para Stringer, se o método de falsificação for igual para os dois sítios, isso provavelmente significa que Dawson era o mentor da fraude, porque só ele chegou a trabalhar em ambas as localidades. Por outro lado, se o canino da segunda escavação apresentar origem diferente ou "tratamento" distinto dos outros fósseis, isso incriminaria o responsável por encontrar esse dente, alguém que se tornaria famoso: o jesuíta francês Pierre Teilhard de Chardin, que depois tentou uma junção entre a doutrina cristã e a teoria da evolução. Também pode ser que o mais absurdo dos "achados" -o tal taco de críquete- tenha sido plantado por alguém que estava tentando deixar claro para o público que era tudo mentira. Para Stringer, desvendar a autoria da fraude ajudará a entender as motivações do farsante e da má conduta científica de maneira geral. Tudo indica que, se Dawson foi o responsável, ele estava simplesmente atrás de reconhecimento e prestígio. Por outro lado, o falsário pode ter sido motivado pelo desejo de mostrar que o Reino Unido era o berço da humanidade. Ironicamente, a fraude atrasou o reconhecimento de um fóssil genuinamente espetacular, o Australopithecus africanus, achado na África do Sul e, por isso, "discriminado